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O Caribe Mexicano

O Caribe Mexicano
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A península de Yucatan é composta por três estados: Campeche, Yucatan e Quintana Roo. De Campeche e Yucatan ja falamos um bocadinho. Mas Cancun e o que se segue mais para sul pertence a Quintana Roo, este estado já é banhado pelo mar do Caribe. Orgulham-se de ser o estado mais seguro e o estado com maior crescimento económico.

Em Cancun sentimo-nos um pouco mais perto da Europa: hotéis, cafés, restaurantes que reconhecemos. Mesmo no estilo de vida das pessoas. A cidade é confusa para conduzir mas passamos lá dois dias incríveis a acompanhar o planeamento de um casamento da Utopik. Falaremos noutro dia sobre isso.
Mas não são cidades assim que fazem o México e  depressa saímos da cidade para fazer toda a costa. Deixamos o golfo do México e entramos no Mar do Caribe. E aí aproveitamos uma semana.


São várias as vilas que se vão alinhando junto à costa. Começamos por Puerto Morelos, vila piscatória que ainda mantém o seu lado pitoresco. Dormimos em frente à praia num lugar exclusivo, um pouco afastado da vila. De manhã fomos tomar o pequeno almoço a um pequeno bar com muita pinta e conhecemos o David. Espanhol, de Málaga que veio para o México com um amigo cubano. Tem dois filhos cá. Contou-nos que chegar aqui foi fazer uma viagem ao passado. Que na cabeça tem a frase que o pai sempre lhe disse: não há sítio para se viver como Espanha. Gosta de estar aqui porque as pessoas vivem mais, aproveitam mais mas o problema dos cartéis de droga já chegou a esta zona, conta. Há uma semana mataram a dois. E o problema não é só para quem está no mundo da droga, o problema é que é uma mafia e começam a exigir dinheiro a quem tem negócios. Foi assim que mataram Acapulco, outrora um sítio de luxo para férias no México.


Dois dias depois, seguíamos para Playa del Carmen. Não nos prolongamos mais do que um almoço. Só turismo e como tal preços exorbitantes. Estávamos cansados pelo calor e decidimos parar antes de Tulum. Usamos a aplicação iOverlander, de que falamos aqui e ficamos a dormir perto de um hotel em frente à praia. O mar, com ondas pela primeira vez, embalou-nos! Acordamos com a chuva torrencial e fomos até Tulum. Conhecemos um bar maravilhoso onde nos prolongamos no pequeno-almoço: Burritos Amor.
A chuva não parava o que nos estava a aborrecer, eram os anos do Ivo. Pensamos em procurar um hostal para dormir, tudo mas os preços não estavam de acordo com a nossa carteira. Decidimos conduzir até ao nosso próximo destino: Bacalar, a lagoa das sete cores.


Chegamos já o sol se punha. Encontramos um pequeno hotel para dormir, continuava a chover. Não vimos nada. No dia seguinte acordamos para ir ao veterinário com a Duna para o habitual check-up antes de passar a fronteira. Tínhamos uma mensagem de um casal alemão que anda a viajar e também estava aqui em Bacalar.
Fomos tomar um pequeno almoço tardio e partilhar histórias e dificuldades.

Seguiu-se uma ida ao veterinário, tudo bem com a Duna e fomos até ao centro da vila. Estacionamos o mamute e podemos desfrutar de um sítio que se está a abrir para o turismo. Incrível a quantidade de turistas que aqui se encontram. Muitos mochileiros, alguns overlanders. Não existem ainda lojas de recordações, nem Starbucks, ou mcDonalds. É tudo muito pequeno, lindo, pitoresco e autêntico.

Aproximamo-nos da lagoa ao entardecer é vimos duas das sete cores. Fica combinado um passeio de canoa para o dia seguinte. É época de chuvas e entre raios de sol de vez em quando cai uma enorme tromba de água.

Bacalar teve essa capacidade de nos surpreender. Foi uma ótima porta de saída antes da fronteira com o Belize. É uma vila pequena, com muitos backpackers, pessoas que se mudaram para aqui e abriram os seus negócios com políticas mais sustentáveis. Almoçamos um maravilhoso hambúrguer vegetariano no Mango y Chile e fizemos amizade com um casal italiano. Tudo isto combinado com idas à Lagoa, passeios no centro da vila e depois no fim-de-semana o tão aguardado casamento Mexicano!

Por pouco não trazíamos o Pirata connosco. O Pirata é um cão cujo dono o abandonou aqui e que todos os dias visita os cafés e restaurantes onde o dono costumava ir. Viu-nos com a Duna e decidiu seguir-nos para todo o lado. Entrava connosco nas lojas, nos cafés, as pessoas achavam que era nosso. Demos-lhe comida e depois de ter a barriga cheia foi procurar outros turistas para pedir mais comida!! Muito inteligente este Pirata.

Olá, obrigado por mudar o mundo uma compra de cada vez

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