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Norte, comida e elefantes

Norte, comida e elefantes
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Somos do Norte, não sei se é assim em todo o mundo, mas a Norte é onde se come melhor: Portugal e Espanha são dois exemplos perfeitos. Não acham?

E ao chegar a Chiang Mai já íamos com parte do trabalho de casa feito, o Bourdain já lá tinha estado e outros tantos cheffs. Assim começamos logo o primeiro dia a jantar na senhora do chapéu... não sei o nome, nem eu nem as centenas de turistas que lá vão todos os dias, é para todos a "senhora do chapéu". Com um chapéu à cowboy faz joelho de porco com arroz e um ovo cozido. Estranho? Sim, mas um sabor pouco asiático e valeu um 7 nas nossas notas, e olhem que somos exigentes.

Mas apesar de Chiang Mai não ser só feito de comida, mas também de templos. O  dia seguinte foi para uma sopa tailandesa, khao soy. Pagamos 2€ para os dois, uma cozinha quase dentro de um templo serve esta sopa com noodles e frango. Ficamos fãs, tanto que quisemos aprender como se cozinha. Então agendamos um curso para o dia seguinte. Foi rápido e cozinhamos muitos pratos por isso não sei se ficamos com algo na cabeça mas a comida que cozinhamos estava óptima e voltamos a ter um bom jantar: crepes vegetarianos, salada de papaya, pad Thai, Tom yum (ótima sopa que já falei aqui, que é como comer um jardim), khao soy, crepes de arroz,... E fomos visitar mais templos.

Há para todo o tipo: brancos, de prata, coloridos, cheios de gente e sem ninguém. É impossível ficar indiferente à vida nos templos e curiosos soubemos que há a possibilidade de falar com monges que respondem aos turistas sobre a religião, cultura tailandesa, entre outros. Estivemos à conversa mais de uma hora...

E rapidamente chegou o Natal, o nosso primeiro natal longe de casa. O dia 24 passamo-lo a procurar casamentos, colocavam-nos ao telefone com pessoas que falavam inglês para nos entenderem, conversamos com monges, procuramos e nada, mas mesmo assim divertimo-nos muito. À noite decidimos fazer um jantar mais europeu e comemos as nossas comidas preferidas, não houve bacalhau mas sim Carbonara, Pizza, Sopa de Tomate, tiramisu, pana cota, e até vinho do Porto. Já estávamos a dormir quando a nossa família começou a jantar e eram 7 da manhã, meia-noite em Portugal quando o pai natal nos visitou. Foi o nosso presente..

Pesquisamos muito sobre a possibilidade de ir ver elefantes. Sabemos que há santuários em Chiang Mai onde é possível estar com eles e embora não se possa andar de elefante, eles não são nada bem tratados e de santuário não tem nada. O melhor que temos levado desta viagem tem sido este contacto com a natureza, com animais. Não podíamos suportar e alimentar com o nosso dinheiro um sítio que não fosse justo para eles. E assim fomos para um sítio espetacular: um recinto, com montanha, rio, e 5 elefantes, entre os quais uma grávida e um bebé. Demos-lhes de comer, podemos tocar-lhes, dar banho no rio. O mais pequeno não quis dar banho e pôs-se a correr atropelando alguns à passagem, foi um momento hilariante.

A que estava grávida não descansou enquanto não lhe demos toda a comida, mesmo, ia sempre chegando-se a nós com toda aquela força, sempre a pedir mais. Podemos almoçar enquanto os víamos, eles sempre a comer. Alimentar um corpo daquele a verdes é dose. Foi espetacular. Alguns destes elefantes foram mal tratados antes de chegar aqui, e o dinheiro que damos é para lhes comprar medicamentos, comida,... e para os tratadores, claro. Mas estes até cantam para eles, via-se amor ali. Eu não sei, mas se fosse elefante queria morar ali no meio da floresta. Quando forem, façam isso, pesquisem bem o sítio para onde vão, leiam os comentários, perguntem. Será uma experiência única, estes "pequenos" estão habituados com humanos dado que já foram elefantes que passeavam turistas, não se incomodam com eles mas podem ser muito assustadiços com outras coisas. Ainda vimos um elefante a correr atrás das galinhas que a assustaram e ninguém se magoou mas foi lindo.

*desculpem pela falta de fotos à comida, mas é mais forte do que nós: sempre que chega a comida começamos logo a devorar e só nos lembramos da foto quando já vamos a meio. Decididamente não podemos ser food blogers, a comida sempre primeiro. O trabalho depois.

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