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O que é o comércio justo?

O que é o comércio justo?
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Provavelmente, este deveria ser o primeiro de todos os nossos textos, mas há tanto para partilhar que muitas vezes acabamos por nos perdermos. Por isso, hoje o mote é o que é o comércio justo?

O Comércio Justo é um movimento internacional, criado nos anos 1960 na Holanda (com experiências antecessoras nos Estados Unidos na segunda metade dos anos 1940), tem como missão a promoção de uma aliança entre todos os intervenientes da balança comercial, dos produtores/as aos consumidores/es, procuram denunciar as injustiças do comércio e construir princípios e práticas comerciais cada vez mais justos e coerentes.

Este movimento, teve por base a posição dos representantes dos países do hemisfério Sul, na Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, defenderam, sem sucesso, uma nova “solução” de apoio ao desenvolvimento: “trade, not aid” (“comércio, ajuda não”). Este conceito foi evoluindo e adaptando-se ao contexto do mundo em que vivemos, e apesar de todos os paradoxos que coexistentes, alguns dos princípios básicos mantêm-se desde o início, como:

  • o respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
  • o estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores e produtoras (cobrindo as exigências da proteção ambiental e da segurança económica, para além do rendimento digno);
  • a proteção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, das crianças e dos povos indígenas, bem como a igualdade de oportunidades entre os sexos;
  • a disponibilização de pré-financiamento ou de acesso a outras formas de crédito;
  • o estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo;
  • a produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem;
  • o reforço das capacidades organizativas, produtivas e comerciais das produtoras e dos produtores através da formação e aconselhamento técnico e comercial;
  • a transparência da estrutura das organizações e de todos os aspectos da sua atividade, e a informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos ou serviços e métodos de comercialização.

 

Não podemos esquecer de como as relações sociais e comerciais são demasiado complexas para que se possam resumir a um conjunto de normas. Não faz sentido serem simplesmente impostas, no fundo é uma relação progressiva e em permanente colaboração entre todos os intervenientes da cadeia, e não apenas por alguns, e são continuamente desafiados por novas realidades.

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