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Costa Rica, Pura Vida

Costa Rica, Pura Vida
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Sair da Nicarágua e entrar na Costa Rica não é um desafio, apesar de repleta de gente, a fronteira é tranquila. Sem ninguém a querer “ajudar” e com todos os procedimentos bem claros. As estradas que se seguem são boas e a paisagem apesar de mais acidentada com montanhas e vulcões mantém os seus tons de verde. A diferença é que desde cedo a Costa Rica foi inteligente ao se posicionar para o turismo. O facto de não ter saído de uma guerra civil no final dos anos 80 como a sua vizinha Nicarágua foi também uma ajuda.

Quando pensamos em Costa Rica pensamos em verde, em natureza, em vulcões, cascatas e praias para surfar. E tudo isso existe. É um país que promove um turismo sustentável, ecológico. Que preserva as suas espécies, a sua natureza, conscencializa.

Fomos diretos para a praia de Jacó porque tínhamos um encontro lá marcado que depois nos falhou. De lá seguimos no dia seguinte para a capital para fazer o casamento e só ao terceiro dia fomos conhecer esta vila. Muito mais ruidosa, com uma vibração diferente e que não gostamos tanto: mais massificado, casas de stripp, ... mas por outro lado também com mais facilidades como um bom supermercado que deu para matar saudades de alguma comida.


Era domingo, a praia da vila cheia de locais que aproveitam o sol e a Pura Vida, muita gente a surfar no mar, um grande areal, os cafés e restaurantes cheios de gente que tanto fala inglês como espanhol. É grande a comunidade de americanos que vem para cá morar.

À noite, no camping junta-se a nós uma família de overlanders do Canadá. Cozinhamos, e estamos a ver uma série quando alguém começa a abanar a nossa carrinha. Devem ser duas pessoas que abanam de um lado para o outro por quase 6 segundos. De dentro gritamos para pararem. Há um momento em que desligam o nosso cabo que dá luz para a carrinha. A Duna está calma. O Ivo sai para ver o que querem connosco para estar a abanar a carrinha, talvez alguém bebado. E ao sair é que nos cai a ficha: terramoto. Ao mesmo tempo sai da autocaravana o Canadiano e ambos gritam: earthquake. Sai atrás, estamos mesmo à beira mar e convém ir ver se há alguma ameaça de tsunami. Estamos a falar com o guarda do camping e sentimos a réplica. 2 segundos, e saiu da terra um barulho. As minhas pernas tremiam neste momento. Saímos para dar uma volta na vila, quem é que tinha sono depois deste choque de adrenalina? Vemos na televisão de um café que o epicentro tinha sido a 20kms dali. As vítimas conhecidas até ao momento, quatro, tinham morrido de ataque cardíaco.

Fui dormir com o sono leve e sempre que a carrinha abanava por alguém se mexer eu já estava a sentir um tremor de terra, um bocado dramática, eu sei!
No dia seguinte, o Ivo aproveitou para surfar e eu fiz uma prainha. Novembro é época de chuvas na Costa Rica, nada de mais,e a temperatura é sempre agradável. Fomos conhecer algumas praias: hermosa pelo seu areal extenso e Biesanz foram as que mais gostamos. Biesanz exige uma caminhada de 5 minutos, não tem ondas mas tem paz e fica no meio da vegetação. Passamos os dias seguintes em indecisões e acabamos por ficar por Jacó e surfar mais um bocado. Neste passeio que fizemos ainda fomos a um bar inusitado dentro de um avião que foi usado na guerra civil da Nicarágua.

As ondas são ótimas aqui, perfeitas. O Ivo surfou durante quase uma semana seguida, a Duna correu atrás de iguanas gigantes numa despedida da vida selvagem e quando chega para as apanhar abranda, os esquilos vão para cima do mamute e aproveitamos aquele cantinho.

Costa Rica, Pura Vida.

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