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Viajar com a Duna #2

Viajar com um cão tem os seus desafios. Ou melhor viajar tem os seus desafios. Não é como ir de férias, muitas vezes coloca-nos à prova. A Duna é muitas vezes a causa de mudanças de planos e alguma limitação.

Não vos vamos mentir que ficamos revoltados quando não podemos levar um cão para a praia num país onde os cães sao na sua maioria cães de rua e onde as pessoas atiram lixo pelas janelas.

  • Respeitamos e escolhemos praias menos movimentadas.
  • Andamos com a Duna no carro de janelas abertas, ela adora.
  • Damos-lhe muita água e estamos muito atentos ao que come para que nada lhe faça mal.
  • Compramos um casaco para a refrescar que usamos em dias de calor extremo, é um casaco que molhamos em água e lhe vestimos. Ajuda a refrescar, ela não se importa nada por isso deve saber lindamente.
  • Tentamos escovar diariamente, ainda não apanhamos o hábito.
  • Optamos por sítios e programas ao ar livre para que ela possa caminhar e se cansar muito.
  • Afastamo-la de animais selvagens, assim como de outros cães para garantir que ela não os magoa nem eles a magoam a ela.
  • Temos ido ao veterinário todos os meses, não so porque é algo que temos precisado para cruzar as fronteiras mas também porque nos deixa mais descansados que ela seja vista por alguém que percebe. Juntamos desparasitação interna e externa.
  • Se estamos muito ocupados em casamentos ou assim, recorremos ao serviço de um pet-sitter para ficar com ela.
  • E ao final do dia dá-nos tanto miminho que é impossível não amar esta cadela é a ideia de a ter trazido.

Bride, phone, Worldyouneedislove, Fujifilm

Apps que são verdadeiros amigos

Ao viajar de carro por este lado do mundo  há algumas apps que nos facilitam a vida.

A primeira é claro o GPS. Não sei como é que antigamente viajavam com mapas e a perguntar qual o caminho.
Desconfio que um caminho que demora 2 horas perdessem 4 horas de tempo.
No GPS se temos internet é fácil mas às vezes nem sempre temos internet para descarregar o caminho e os planos mudam. Instalamos o HERE. É uma app gratuita que nos permite descarregar o mapa de cada país que vamos visitar. Não é 100% fiável. Às vezes tem coisas parvas como fazer-nos atravessar uma vila pelo meio porque o caminho é mais curto 500 metros, do que ir pela estrada nacional que é mais direto mas passa por fora da vila.
Foi assim que nos metemos numa estrada sem saída para a nossa carrinha, de tão estreita que era. Para virar para trás demoramos 1 hora teve que ser muito DES-PA-CI-TO. A realidade é que para estes lados mais remotos nem o Google ê muito confiável. Há momentos em que a estrada que nos manda não existe porque o percurso está mal traçado o mapa. Mesmo assim é melhor com o Here do que com um mapa!

A outra app indispensável para nós chama-se IOverlander
Funciona sem internet, apenas com o gps, é alimentada por viajantes de todo o mundo. E tem de tudo: parques de campismo, sítios para campismo selvagem, avisos pelas condições da estrada, restaurantes onde é possível estacionar, mecânicos, polícias corruptos,… Conta já com imensos sítios e tem dicas incríveis. Desde lavandarias com excelente Wi-Fi, estradas no meio de resorts onde até dá para entrar sem pagar, cafés com ótimos preços e boa comida, estacionamento gratuito. E ao usar podemos ir atualizando com os nossos comentários e dar algumas dicas.

Em terceiro lugar: Couchsurfing
Couchsurfing é uma comunidade a que pertenço desde 2007, a primeira vez que usei foi quando fui estudar para Barcelona e queria conhecer pessoas mas não sabia por onde começar.
Depois recebi alguns Couchsurfers em minha casa e foi uma experiência única. Até chegar ao México e começar a usar para ficar hospedada em casa das pessoas. Sempre tive algum receio de usar porque não queria que as pessoas sentissem que só procurávamos um lugar gratuito para ficar! Mas na nossa viagem queríamos mesmo conhecer pessoas dos sítios onde estávamos, queríamos que a viagem fosse muito rica e ao começarmos a ficar em couchsurfings percebemos que era o caminho certo. Pessoas extremamente simpáticas, curiosas pelo mundo, que partilham muitos ideais connosco. Aqui basta dizer onde queremos ficar, quando, e no nosso caso escolher um local que permitam animais. Ler os perfis, escolher a pessoa com quem nos identificamos e fazer o pedido. No México tem sido relativamente fácil, claro que em algumas zonas mais turísticas como playa del carmen foi mais difícil mas também não tentamos com muita antecedência.

Depois o normal e que aí também já usávamos: AirBnB, Booking e claro todas as apps das redes sociais para estarmos sempre atualizados.

Mexico, estrada, Fujifilm,

Dicas para viajar de carro no México

Não somos ainda uns experts e a realidade é que não seremos porque nos meteram tanto medo com o México que seguimos muito rápido pelo norte, como já vos tínhamos avisado.
Mas temos algumas dicas:

Na fronteira, demoramos uma hora, e é preciso volta para outro caminho para pedir a autorização para o carro. Mas o mais importante é que pedem uma caução para o carro. O ideal os entregar o valor em dinheiro, li que pode ir até aos 300 dólares. Nós demos 200 e depois vão devolver, quando sairmos do país.

Tivemos também que fazer um seguro de carro, fizemos na MAPFRE mas não recomendamos nada. Supostamente, o seguro cobre assistência em viagem. Pois, nós ficamos atolados na areia, e depois de 10 horas à espera do reboque, entre muitas chamadas e um senhor que veio ver se o carro precisava mesmo do reboque. Depois de falar com 6 pessoas, e sempre a confirmarem que o reboque já ia, há um que diz que não temos direito. Já eram 8 horas da manhã e tivemos que chamar um trator na aldeia para nos safar.

O mais perigoso no Mexico não são os cartéis de droga, são os “Topes”, ou lombas. Já identificamos alguns tipos de topes:
1 – Os topes que só vemos quando estamos mesmo a chegar e só temos tempo de nos segurar ao banco e dizer: CUIDADO
2 – Os topes que vemos ao longe e que vamos muito devagarinho, o melhor truque é identificar um condutor cauteloso e ir sempre atrás dele e ver quando abranda e abrandar
3 – Os topes que não são nada e que vamos devagar e afinal não eram, gostamos de lhes chamar nopes.
4 – Os topes mais divertidos onde estão animais parados, já vimos uma vaca, e um peru, para além de muitos gatos e cães.

É importante referir que no México as pessoas não são muito adeptas de cumprir as regras da estrada, não cumprem os limites e por isso, muitas vezes os habitantes de um sítio pedem para colocar os topes para que as pessoas tenham mais cuidado na sua vila. Depois ao lado de cada tope há sempre uma loja de venda de pneus.

Fomos pela auto-estrada mas também por nacionais, e a realidade é que as auto-estradas apesar de pagarmos são mais econômicas porque com as travagens por causa dos topes nas nacionais consumimos mais combustível, as estradas tem muitos mais buracos, e o caminho tem mais curvas e é mais longo. Ao viajar pelas auto-estradas no México estamos cobertos por um seguro e além disso disponibilizam a um serviço gratuito de reparações rápidas que possam ser feitas na estrada. São os chamados anjos verdes.

Ao longo das estradas fomos vendo muita polícia, o que se por um lado nos tranquiliza por outro são eles os principais extorquidores de dinheiro e que muitas vezes inventam multas para prejudicar

Dicas para viajar com o seu melhor amigo

 

A jornada da vida é mais divertida se feita com um cão! Por isso cá vamos.

Ao viajar com um cão de avião deve informar-se das condições da companhia para o levar. Pelo que percebemos limitam o número de animais, por isso, convém saber antes de comprar o bilhete se ainda há vaga.
Deve saber as medidas da caixa e o peso, quando fizer a sua reserva.

 

É importante levar o cão com antecedência ao veterinário. A Duna, teve que fazer um reforço da vacina da raiva para depois fazer o exame e tinha que passar um mês do tempo de vacinação até à colheita.
O veterinário vai fazer todos os papéis necessários, passaporte, papel do chip, etc… nós recomendamos mesmo a veterinária da Duna. Consultório 4patas,  em Vila Nova de Gaia. A preocupação com a Duna fez-nos ter a certeza de que iríamos levar tudo o que faria falta para uma viagem de sucesso.
Embalamos também alguns medicamentos para a Duna. Como vamos passar em locais tropicais convém uma coleira que seja também repelente por causa dos mosquitos.
Compramos a transportadora, e tentamos que se habituasse a ela. Tentamos! Deixe a transportadora aberta em casa e ofereça ao seu cão os melhores pitéus lá dentro. A Duna ia buscar e saia para fora para os comer. Foi o máximo que conseguimos, no fim já entrava com menos medo.
Lemos que era importante identificar a transportadora com o nome do cão, e que era melhor se a transportadora espalhasse amor, para chamar a atenção das pessoas que trabalham no aeroporto, e assim foi. Imprimimos uma foto dela, e colamos uns corações, ou não fosse esta a viagem do amor.
No dia anterior dê uma boa refeição ao seu cão, e no dia, apenas uma refeição leve. Não lhe dê água nem comida menos de duas horas antes do voo, porque depois eles ficam aflitos para ir a casa de banho e é pior.
Como a Duna é muito nervosa, demos-lhe um tranquilizante, o tranquilizante só tem efeito 4 horas, por isso e como ela estava calma, demos apenas na hora de embarque.

No aeroporto, no check-in eles pesam a cadela e depois só mesmo quase na hora de embarcar é que se leva o animal à zona de bagagem fora de formato e já está.

Duna a embarcar sozinha

Vemo-nos do outro lado do Atlântico Duna.

Vamos? Como surge a nossa ideia

A Ideia

Não vos vou mentir, o meu sonho sempre foi ir dar a volta ao mundo. Para quem me conhece, sabe que eu ando sempre com mil coisas a fazer, seja trabalhar para os outros  e estudar ao mesmo tempo, ou acumular com um trabalho por conta própria. Então, como é que eu ia desligar e viajar? Sempre que pensava nisto só me vinha uma palavra à cabeça – “boooooooring”.  Precisava de uma ideia para tornar a viagem mais rica.

Pertenço a uma geração “multitasking” eu sabia que apenas a viajar, por mais enriquecedor que isso fosse, me iria aborrecer. Preciso de me sentir desafiada a cada minuto, preciso de saber que a aprendizagem é constante.

Foi numa viagem de avião,  que surgiu o mote, fico sempre inspirada nas viagens. Ia aliar o meu sonho de viajar com a minha paixão de fazer pessoas felizes.  Podem dizer que sou uma sonhadora, mas não sou a única,  já dizia  o John Lennon. Pensei que seria único mostrar ao mundo que o amor está em todo o lado. Comecei pela ideia de vos falar de atos de bondade. Contudo o amor tem uma magia muito especial e com novas formas de casamento a ser liberalizadas achei que estar presente neste dia especial de um casal onde a família e os amigos se juntam e onde vemos tradições únicas de cada país seria E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R.

Eu organizo casamentos, sou apaixonada por festas e eventos. Mas acho os casamentos únicos, e não há um casamento em que não chore de alegria,  seja na primeira dança, ou no corte do bolo debaixo de fogo de artificio.

Assim este blog será não só sobre pequenos atos de bondade que presenciamos a cada dia nos sítios para onde formos. Mas também atos de bondade que nos próprios pratiquemos e até vos contaremos histórias de casais no mundo todo. O nosso objetivo é fotografar dois casamentos em cada país que visitemos. Quem nos dá uma ajuda?

Informação importante: Os casamentos serão fotografados sem cobrar valor nenhum. Queremos contar historias e queremos ser mais um fotografo presente neste dia que tem um olhar diferente sobre o evento. Eu sou organizadora de casamentos ofereço-me para trabalhar neste dia, enquanto o Ivo fotógrafa.