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Antigua encantada

Tínhamos o privilégio de ter um casamento em Antigua. Corremos de Tikal para lá para garantir que chegávamos na sexta-feira. Queríamos estar com os amigos que nos conseguiram este casamento.

Consoante entrávamos com o mamute por esta Antigua colonial, a não mais de 10km/h graças à bela da calçada, só se ouvia dentro do mamute “ah, que bonito”. Rodeada de vulcões, a cidade conseguiu manter os seus traços. E apesar de turística com as cadeias de fast food americanas a marcar presença, nada disso se vê já que todos estão camuflados nas suas casas coloridas com letreiros de madeira.

Sofia, Worldyouneedislove, Fujifilm, Guatemala

Podemos caminhar por toda a cidade, sempre com os lindos sapatos da Namorarte. Não  faltam sítios para parar e apreciar a vida. O que mais nos fascinou foi o mercado. Enorme, podemos perder-nos lá dentro. Com as senhoras vestidas com mil cores a vender os seus legumes e frutas. Estreito, apertamo-nos com a Duna pelos passeios. Há de tudo, da zona da comida passamos pela roupa, gadgets,… compramos fruta e legumes para cozinhar mais tarde. Ah, as líchias, que delicia. Nunca tinhamos comido sem ser em lata.

Um conhecido no México, filho de mãe guatemalteca, disse que tínhamos que provar o frango campera. Adoramos essas missões de comida! Procuramos o restaurante. O “pollo campero” é uma cadeia da Guatemala de fast-food, parecida com o KFC. Entramos, sentamos e são os empregados que nos servem. À nossa volta poucos turistas e mesas com famílias inteiras: filhos, pais e avós. Elas com as suas roupas bordadas. 100% aprovado, comemos o frango a acompanhar com sumo de uva.

Partimos para continuar com o nosso passeio. Os turistas invadem a cidade, sentindo-se, como nós, afortunados. Aqui não há a caça ao turista como no México, as pessoas admiram e tem curiosidade. Pensamos em como gostávamos de encontrar alguns portugueses, temos saudades de partilhar umas gargalhadas na nossa língua.

Queremos subir ao vulcão mas terá que ficar para outro dia. Temos que nos preparar para o casamento: carregar câmaras, esvaziar cartões de memória, lavar roupa. Ficamos a dormir no mamute mas a usufruir das instalações do Hostal Antigueño. Pensamos que vamos ficar só duas noites, mas que ingénuos. Antigua agarrou-se a nós e ficamos uma semana. É ótimo estar aqui.

Aproveitamos para depois do casamento descansar.  Tinhamo-nos perguntado como seria a política aqui, as escolas, o que oferecem ao povo. Os preços são muito parecidos aos praticados em Portugal para as coisas do dia-a-dia. Mas as pessoas vivem, na sua maioria, na pobreza. O noivo conta-nos que os polícias são corruptos aqui também, como no México. Mas ao contrário do México onde os polícias até com os turistas são corruptos aqui existe uma certa admiração pelos estrangeiros. Nunca nos sentimos ameaçados e  explicam-nos que o problema de violência na Guatemala são os vizinhos. Ou seja, se uma pessoa tiver algum dinheiro os vizinhos sabem e vão assalta-lo. É comum, por isso quem tem mais posses econômicas andar armado para se defender. No casamento a que fomos vemos pelo menos 10 homens que carregam a sua arma no cinto, com muita naturalidade. Antigua escapa a esse estereótipo de violência. É preciso ter cuidado mas nada comparado com o que se passa na capital do país. Onde as pessoas se habituaram a andar com um telemóvel para o ladrão e um verdadeiro, explica Kimberly que já foi assaltada na cidade. A escolaridade não é obrigatória, se os pais não tiverem hipótese de levar os filhos à escola não levam.

Deixamos para descobrir o resto da cidade na segunda-feira. Subimos ao “cerro da cruz” e vemos o vulcão de água à nossa frente e a cidade aos nossos pés.

Aqui não faltam hotéis de charme, mas ao mesmo tempo, restaurantes com ótimos preços. As lojas de artesanato são de perder a cabeça e a vida na praça prolongam-se.
Vamos comer um gelado e uma menina vem ter com a Duna. Faz-nos rir com os seus olhos de criança, tão puros enquanto vai respondendo às nossas perguntas: que idade tens? também tens cães? Senta-se connosco sem pedir nada, vai dando migalhas à Duna e quando terminamos quer limpar a nossa mesa e levar as coisas ao lixo. Saímos e procuramos a sua mãe para perguntar se lhe podemos dar um gelado. Ela está com gripe por isso é melhor não. Ficamos com uma cara tão triste que a mãe sugeriu que lhe déssemos o equivalente a 20centimos para comprar uma guloseima que ela gosta.

Walk, Worldyouneedislove, Fujifilm.
Walking in Antigua streets

Ficamos mais uns dias pelo hostal para colocar o blog em dia é tratar algumas fotos. Informamo-nos sobre o desafio de subir a um dos vulcões. Pela sua magia o de Acatenango é o que mais nos chama a atenção. Vou ver a altitude e é só um bocadinho mais alto que o Cebreiro. Do qual faz parte o caminho de Santiago espanhol e que eu já subi. Sei bem o horrível que foi, mas o pior foi descer. Mentalizamo-nos para ir.

Enquanto não o fazemos, vamos conhecendo esta cidade charmosa. Aproveitamos para uma visita ao mecânico e para um check-up. O frio que se sente à noite é ótimo para dormir e isso contribui para que não queiramos ir embora. Passeamos pelas ruínas, vemos as casas. Entramos nos cafés que se prolongam para pátios interiores com jardins e fontes. Não há nada para não gostar aqui. A Duna é bem-vinda na maior parte dos sítios. Podemos caminhar pra todos os lugares. O acesso aos legumes frescos permite-nos cozinhar como em casa.

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Picking fruit

Quem me dera que pudessem todos vir a Antigua. Se vierem não deixem de:

1 – visitar as ruínas;
2 – perderem-se pelo mercado;
3 – comer um gelado na praça central e subir à varanda da câmara municipal para umas boas fotos;
4 – admirar os vulcões e para os corajosos subir a um. Para subir ao Acatenango aconselham as pessoas a dormir já quase no cume e estar lá pra o nascer do sol. Se o que procuram for um plano de família então subam ao Pacaya. É uma caminhada mais curta e pode ser feita no mesmo dia;
5 – subir ao cerro da cruz, tem escadas e em menos de 30 minutos pode ver a cidade toda;
6 – experimentar a comida Guatemalteca e principalmente o café.

Tikal, o planeta dos macacos.

A região da América central foi povoada pelos Maias. É impossível fugir a toda a sua história, beleza e cultura. No México há ainda quem fale maia e quem viva segundo os seus princípios. Aprendemos a dizer duas palavras, cão = pec e rafeiro = maliche. Mas muito do património Maya está não Guatemala e Tikal é a prova disso.

Tikal, era a maior das cidades Maias. Foi abandonada por volta do século X d.c. Estudiosos acreditam que no seu auge viviam aqui 100.000 a 200.000 pessoas.  Além de pirâmides temos palácios, residências, e até um edifício que se pensa ter sido uma prisão. Dada a sua localização as ruínas estiveram por descobrir durante anos, só e, 1956 é que começou a ser feito um trabalho de escavação das mesmas.

Ao ver as imagens muitos se recordarão do filme Apocalípto, filmado aqui. A Duna não pode entrar no parque, ficamos num hotel modesto para a deixar lá dentro durante a nossa visita. É coisa para demorar 4 horas. Saímos perto das 11h da manhã. Demoramos 30 minutos a lá chegar, e depois de dar entrada no parque ainda temos que fazer mais 18 kms de carro. Aqui a velocidade é controlada por causa dos animais selvagens que habitam na selva. O parque está rodeado de Selva. Vemos sinais de perus, cobras, jaguares,… ficamos com um frio na barriga e a imaginar o que faríamos caso víssemos um jaguar.

Avançamos para o parque, tem algumas pirâmides para ver, depois de passarmos as primeiras conhecidas como as pirâmides gêmeas, temos o que foi para nós um dos grandes momentos da viagem. Começamos a ouvir um som gutural, alto, muito alto. Só podiam ser macacos. Olhamos, procuramos ramos a moverem-se e lá estão eles. Deviam ser uns 4 ou 5. Pequenos para o barulho que faziam mas mesmo assim enormes. Macacos no seu habitat natural. Os turistas não abundam por isso tempo aquele momento só para nós. Eles balanceiam-se de uma árvore para a outra, até que se adentram na selva e os perdemos de vista.

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Continuamos até ao complexo 4, uma pirâmide que podemos subir e de lá podemos ver não só todo o parque como dizem que se pode ver até ao Belize e México. Ficamos sem palavras, só conseguimos avistar floresta, e ouvir os macacos. Descemos para ir até à Praça central, queremos ver a Pirâmide do Jaguar.  A pirâmide jaguar era um templo funerário onde foi sepultado o dirigente Maya – Hasaw Cha Kawil. Acreditavam que era uma porta para o outro mundo. Ficamos alí quase uma hora, a absorver a energia do local, a praça era imensa. Não queríamos ir embora sem ver mais macacos.

Olhávamos para as árvores e quase perdíamos o que se passava aos nossos pés. Um pequeno papa-formigas parece que tem um casaco vestido. Passado pouco tempo, outra vez, os macacos. Desta vez só um, mas tão perto de nós…

O parque de Tikal é mágico, apesar das pirâmides aindaestarem pouco escavadas, dá para nos imaginarmos a viver lá, mas o melhor é estar em contacto com esta selva. Regressamos à vila, e encontramo-nos com outro casal de overlanders com quem andávamos a tentar marcar um encontro e que tinham entrado na Guatemala duas horas antes de nós. Eles são originários dos Estados Unidos, vem do Arizona e viajam com dois cães. O projeto deles tem o melhor nome que já vimos – it’s not a slow car, it’s a fast house. Sigam, nós esperamos voltar a encontrá-los.

 

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O Caribe Mexicano

A península de Yucatan é composta por três estados: Campeche, Yucatan e Quintana Roo. De Campeche e Yucatan ja falamos um bocadinho. Mas Cancun e o que se segue mais para sul pertence a Quintana Roo, este estado já é banhado pelo mar do Caribe. Orgulham-se de ser o estado mais seguro e o estado com maior crescimento económico.

Em Cancun sentimo-nos um pouco mais perto da Europa: hotéis, cafés, restaurantes que reconhecemos. Mesmo no estilo de vida das pessoas. A cidade é confusa para conduzir mas passamos lá dois dias incríveis a acompanhar o planeamento de um casamento da Utopik. Falaremos noutro dia sobre isso.
Mas não são cidades assim que fazem o México e  depressa saímos da cidade para fazer toda a costa. Deixamos o golfo do México e entramos no Mar do Caribe. E aí aproveitamos uma semana.

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El secreto, riviera maya

São várias as vilas que se vão alinhando junto à costa. Começamos por Puerto Morelos, vila piscatória que ainda mantém o seu lado pitoresco. Dormimos em frente à praia num lugar exclusivo, um pouco afastado da vila. De manhã fomos tomar o pequeno almoço a um pequeno bar com muita pinta e conhecemos o David. Espanhol, de Málaga que veio para o México com um amigo cubano. Tem dois filhos cá. Contou-nos que chegar aqui foi fazer uma viagem ao passado. Que na cabeça tem a frase que o pai sempre lhe disse: não há sítio para se viver como Espanha. Gosta de estar aqui porque as pessoas vivem mais, aproveitam mais mas o problema dos cartéis de droga já chegou a esta zona, conta. Há uma semana mataram a dois. E o problema não é só para quem está no mundo da droga, o problema é que é uma mafia e começam a exigir dinheiro a quem tem negócios. Foi assim que mataram Acapulco, outrora um sítio de luxo para férias no México.

Bacalar, Fujifilm. Worldyouneedislove, Mexico
Bacalar

Dois dias depois, seguíamos para Playa del Carmen. Não nos prolongamos mais do que um almoço. Só turismo e como tal preços exorbitantes. Estávamos cansados pelo calor e decidimos parar antes de Tulum. Usamos a aplicação iOverlander, de que falamos aqui e ficamos a dormir perto de um hotel em frente à praia. O mar, com ondas pela primeira vez, embalou-nos! Acordamos com a chuva torrencial e fomos até Tulum. Conhecemos um bar maravilhoso onde nos prolongamos no pequeno-almoço: Burritos Amor.
A chuva não parava o que nos estava a aborrecer, eram os anos do Ivo. Pensamos em procurar um hostal para dormir, tudo mas os preços não estavam de acordo com a nossa carteira. Decidimos conduzir até ao nosso próximo destino: Bacalar, a lagoa das sete cores.

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Palmtree

Chegamos já o sol se punha. Encontramos um pequeno hotel para dormir, continuava a chover. Não vimos nada. No dia seguinte acordamos para ir ao veterinário com a Duna para o habitual check-up antes de passar a fronteira. Tínhamos uma mensagem de um casal alemão que anda a viajar e também estava aqui em Bacalar.
Fomos tomar um pequeno almoço tardio e partilhar histórias e dificuldades, como partilhamos aqui.

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Seguiu-se uma ida ao veterinário, tudo bem com a Duna e fomos até ao centro da vila. Estacionamos o mamute e podemos desfrutar de um sítio que se está a abrir para o turismo. Incrível a quantidade de turistas que aqui se encontram. Muitos mochileiros, alguns overlanders. Não existem ainda lojas de recordações, nem Starbucks, ou mcDonalds. É tudo muito pequeno, lindo, pitoresco e autêntico.

Aproximamo-nos da lagoa ao entardecer é vimos duas das sete cores. Fica combinado um passeio de canoa para o dia seguinte. É época de chuvas e entre raios de sol de vez em quando cai uma enorme tromba de água.

Bacalar teve essa capacidade de nos surpreender. Foi uma ótima porta de saída antes da fronteira com o Belize. É uma vila pequena, com muitos backpackers, pessoas que se mudaram para aqui e abriram os seus negócios com políticas mais sustentáveis. Almoçamos um maravilhoso hambúrguer vegetariano no Mango y Chile e fizemos amizade com um casal italiano. Tudo isto combinado com idas à Lagoa, passeios no centro da vila e depois no fim-de-semana o tão aguardado casamento Mexicano!

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Pirata de dog

Por pouco não trazíamos o Pirata connosco. O Pirata é um cão cujo dono o abandonou aqui e que todos os dias visita os cafés e restaurantes onde o dono costumava ir. Viu-nos com a Duna e decidiu seguir-nos para todo o lado. Entrava connosco nas lojas, nos cafés, as pessoas achavam que era nosso. Demos-lhe comida e depois de ter a barriga cheia foi procurar outros turistas para pedir mais comida!! Muito inteligente este Pirata.

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O surpreendente estado de Yucatán

Dizem que o estado de Yucatán é o mais seguro. Depois de deixar Villahermosa e o estado de Tabasco começamos a ver mais polícia na estrada, com um sorriso no rosto. Ao entrar em Yucatán somos parados, pergunta-nos para onde vamos e até se certificam que o nosso GPS nos envia pelo caminho certo.
Tivemos que parar numa praia, a nossa primeira praia em mais de 2 meses. Água quente.

 

Chegamos à casa do Pedro e começamos com o pé direito. O Pedro leva-nos para uma festa de anos onde comemos tipicamente à mexicanos. Ele até fica surpreendido. Com o garfo comemos a massa, com a mão separamos a carne em pedaços mais pequenos que enrolamos nas tortilhas de milho, antes mergulhadas no molho picante. Pelo meio ainda damos umas trincas num chili abanero, dizem que é o segundo mais picante do mundo. As lágrimas inundam-nos os olhos, nada que uma cerveja não resolva.
Saímos da festa e o Pedro tem outra festa de um familiar. Dizemos que preferimos descansar um bocado. Ele sai e regressa duas horas mais tarde para nos ir buscar para um novo convívio. Vamos ver a luta de boxe entre um lutador mexicano e o capeão do mundo. Levamos cerveja e acabamos a noite a cantar karaoke.
O Pedro é um conhecedor de história, mas acima de tudo é um curioso. Prolongamo-nos a “platicar”, ou a falar. Falamos muito sobre política, corrupção, sobre interesses. Conta-nos que já recebeu couchsurfers de imensos países, e que adora beber a informação deles. Dá-nos a teoria de porque é que os povos de países frios são muito mais produtivos do que os povos de países mais quentes: eles só têm 6 meses para cultivar as suas coisas, se atrasam um dia podem deitar tudo a perder. Ri-mos quando nos diz que conheceu um italiano que foi morar para a Nova Zelandia e que lá era tudo tão perfeito que se aborrecia não poder falar mal de nada e que acabou por sair do país.
No dia seguinte saímos já um pouco tarde, e fomos para Campeche. Uma pequena vila de estilo medieval.

De lá partimos para Mérida, de onde nos movimentaríamos para conhecer mais algumas maravilhas locais. Yucatán é berço de culturas milenares, mas támbem marcado por uma natureza luxuriante. Como Sisal, uma pequena vila piscatória, com água quente e que parece parada no tempo. É perfeita para um mergulho e, se for época, para ver os flamingos a sobrevoar a zona.

Flamingos, Fujifilm, Worldyouneedislove

Ao redor de Mérida encontram-se ainda muitas ruínas Mayas. Quisemos ir ver a Casa das Sete Bonecas, e descobrimos a magia deste povo e o conhecimento que tinham de toda a astronomia. Os sacerdotes/astrónomos ficavam perto das suas pirâmides para avaliar os fenómenos, e cada fenómeno como um eclipse siginificava altura de mudança. Muitas vezes os Mayas partiam para outro lado e tapavam as pirâmides que tinham construído por respeito aos deuses. Se voltassem novamente, voltavam a construir. Quando os europeus chegaram já havia uma profecia de que daí em diante todos seriam escravos, animais, humanos, até as palavras.

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Cenote Homun

Homun surpreendeu-nos. A península de Yucatán está repleta de cenotes e nós que tínhamos ficado desiludidos com o que vimos perto da Casa das Sete Bonecas, falamos com o Ivan, couchsurfer que nos recebeu em Mérida. Ele recomendou-nos passar aqui. Depois até chegar ao nosso guia foi fácil . Falaremos dele noutro post. Cenotes são conexões entre a superfície e áreas alagadas subterrâneas. As águas dos cenotes geralmente são límpidas, porque esta provem de filtragem de água de chuva lentamente através do solo e, portanto, contém poucas partículas. Os Mayas acreditavam que a água dos cenotes estava purificada. É água que se infiltra da chuva e depois os cenotes estão todos ligados entre eles culminando no mar.

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Homun

Há uma profecia Maya que diz que quando toda a água do mundo terminar, haverá apenas um cenote com água e aí teremos que sacrificar a vida de um filho para termos água. Por isso devemos ser conscientes com o seu uso.

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Mexico lifestyle

Nesse mesmo dia partimos para Izamal, um puebla mágico de Yucatán. Conhecido por vila amarela, e por um local onde podemos ver três culturas em simultâneo. Pirâmides Mayas, um convento colonial e o dia-a-dia de uma vila movimentada, com o seu mercado e povo hospitaleiro. Dormimos por ali e acordamos com a banda da polícia a hastear a bandeira. Arriba México!

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Amamos Puebla

É difícil escrever este post hoje, quando foi ontem o terramoto no México. O segundo este ano. Depois de sairmos da Huasteca Potosina, metemo-nos por montanhas, e mais montanhas. Vimos um México diferente, mais desgastado, cansado, com pessoas a cavalo,… demoramos 10 horas mas lá chegamos a Puebla. À nossa espera estaria o Baruk, como já chegamos  tão tarde acabamos por ir ter a casa dele. Fomos muito bem recebidos por ele e pelo seu fiel amigo Barlo. Até a Duna, muito anti-social se rendeu aos encantos do Barlo e brincaram os dois.

Baruk é ator, tem a sua própria companhia e é trapezista, dá aulas a quem se queira iniciar.
Ao chegarmos a esta zona era inevitável perguntar pelo primeiro sismo. O que se tinha passado, se o tinha, sentido e o Baruk lá nos contou que sim tinham sentido mas que tinha sido mais para oeste. Que veio a correr ver como estava o seu cão e ligou aos pais para saber se estava tudo bem.

Puebla é uma cidade no estado de Puebla, mas a casa de Baruk é em Cholula, uma vila mais pequena mas só a 10km. Aproveitamos para no dia seguinte ir conhecer a famosa igreja, que está em cima da pirâmide mais larga do mundo Maya e ver de longe o único vulcão ativo no México.

Cholula é uma vila calma, a casa do Baruk foi o sítio perfeito para repor energias.

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Vulcão, Puebla

No dia seguinte fomos a Puebla e passeamos pelas ruas movimentadas enquanto ensaiavam para o dia da independência. No centro da vila alguém coloca música e as pessoas começam a dançar. Pensamos que seria um FlashMoob mas explicam-nos que é normal e que as pessoas vão para as praças para isso mesmo.

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Puebla

Hoje o mosteiro que vos mostramos ficou destruido, o terramoto que se fez sentir no dia 18 foi muito forte em Puebla. Diz-se que Puebla tem 365 igrejas e muitas ficaram destruídas. Quando vimos as noticicias só pensávamos no Baruk. Sentiu-se muito, o trânsito ficou congestionado, mas ele está bem, assim como a sua família e amigos.

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Huasteca Potosina

O México é um país com uma incrível diversidade. Era difícil escolher por onde ir e o que visitar. Mas a Huasteca Potosina, no estado se São Luís Potosi recolhia alguns dos melhores lugares e fomos.

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Jardim surrealista

Começamos por visitar uma cascata, a cascata de Tamul, a maior da região. Como tinha chovido, o rio estava alto e a única forma de chegar seria de carro e depois com uma caminhada. Ao chegar ao local vemos logo guias locais que oferecem o seu serviço. Não nos aventuramos a levar o mamute pela estrada à nossa frente e falamos com o guia. Perguntamos se a Duna pode ir e lá seguimos nós. Atras da sua Pick-up, experiência a ter aqui no México. Depois de 10 minutos de buracos, e saltos, estacionamos. Passamos de uma margem a outra de barco e começa a aventura. Devemos ter andado 4 kms, sempre a subir, por entre ramos, raizes, lama, pedras. A Duna feliz da vida, parecia uma cabrita. Vemos a cascata por cima, já completamente esbaforidos. Pergunta-nos se continuamos, assentimos. Mas mais à frente escadas, e bem íngremes. A Duna tenta descer mas não consegue. Cai. O nosso guia leva-a ao colo porque nós não conseguíamos com as câmaras na mão. Chegamos, que força, que violência. 105 metros de altura. Tudo isso contrasta com as borboletas gigantes que se passeiam no local. São tantas e tão destemidas que até nos pousam na cara. Uma experiência incrível, até nos lembrarmos que temos que fazer o caminho inverso.

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Cascata de Tamul

Já no dia seguinte rumamos para o sótão das golondrinas, ou das andorinhas. Problemas com o carro à parte, onde falamos aqui. O sótão das golondrinas é uma caverna enorme que serve de casa a milhares de aves. Com 512 metros de profundidade, todas as manhas saem em círculo para se aproveitarem das correntes e ao final do dia regressam em voo picado para dormir aqui. Moram ainda dois falcões, esses mais preguiçosos tem muitos dias que não saem e noutros pela manhã ficam só à espera que as aves saiam para as apanhar em pleno voo. Não é época alta, por isso encontramos os locais desertos. Normalmente fazem rappel até ao final do buraco e é possível ter uma vista incrível. Não temos essa sorte, E ainda temos que ir até Xilitla.

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Sótão das Golondrinas

Chegamos já tarde, depois de subir montanhas e mais montanhas. Não é possível entrar nos jardins surrealistas e temos que pernoitar para o dia seguinte. Ficamos num camping, e acordamos pela manhã com o som ensurdecedor de pássaros a cantar. Vamos para lá, e foi para já um dos sítios mais bonitos que já vimos em toda a nossa vida. Foi em Xilitla que sir Edward James decidiu criar o seu jardim surrealista. Poeta inglês, amigo de Picasso e Dali, construi o que só é possível nos nossos sonhos, no meio da vegetação e de cascatas.

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Jardins surrealistas em Xilitla

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O Sul

“Nem sempre viajei para sul, mas nada vi de tão extraordinário como o sul. O Sul é uma porta de avião que se abre e um cheiro inebriante a verde que nos suga, o calor, a humidade colada à pele, os risos das pessoas, o ruído, a confusão de um terminal de bagagens, um excesso de tudo que nos engole e arrasta como uma vaga gigantesca. Apetece fechar os olhos, quebrar os gestos e deixar-se ir.” Miguel Sousa Tavares

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Virgínia Appomattox

Os estados que se seguem depois de washigton, fazem segundo o mapa dos Estados Unidos parte do Sul do país. Percorremos Virgínia, Carolina do Norte, Alabama, Mississipi mas são mais os estados que fazem parte do “deep-south” dos Estados Unidos. Estes estados são conhecidos por serem uma região muito ligada à agricultura e consequentemente com um regime de escravatura até à guerra civil americana.

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Recreation of the civil war

Foi quando Lincoln ganhou as eleições que os estados se uniram e fundaram A Confederação. Os que os governavam eram essencialmente contra o fim da escravatura. Durante os 4 anos de existência os estados confederados quiseram mostrar a sua independência, mas o governo central dos Estados Unidos afirmava que eram apenas estados de rebeldia. A guerra civil rebentou em 1861 e foi liderada por Robert Lee, acabando por se renderem mais tarde. Tivemos oportunidade de visitar o local onde foi assinado o acordo de final de guerra, a casa de McLean.

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McLean house

O sul mantém-se quente e húmido. A pronúncia das pessoas do Sul revela-se difícil de perceber, estamos sempre a pedir para repetirem…. a comida é mais intensa, e dizem que vai melhorando para Sul. Vimos aldeias que vivem de agricultura, mas também vimos muitos negócios fechados, um interior desertificado. Na minha análise, percebi porque é que o Trump ganhou. Eu, e reparem que falo apenas por mim, tinha uma visão dos Estados Unidos muito mais urbana, cosmopolita, desenvolvida. Mas nesta viagem passamos por quilómetros e quilómetros de estrada sem ninguém, campos, uma casa aqui, outra alí, aldeias com negócios fechados, cafés vazios, ninguém na rua. Onde estão estas pessoas que já deram vida a estes sítios?

Cantamos Sweet Virgínia, Mississippi girl, Sweet Home Alabama, e conhecemos a história da India Noccalula. Noccalula era filha do chefe de uma tribo Cherokee que com a entrada dos brancos se viu obrigada a fugir mais para Sul. No Alabama encontraram uma tribo Creek. Para mostrar que vinham em paz o seu pai prometeu-a a um sub-chefe da tribo Creek, mas Noccalula estava apaixonada por um guerreiro da sua própria tribo e suicidou-se no dia do seu casamento.

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Foi ao Louisiana que nos rendemos. Conforme avançávamos junto à costa, fui pensando no maravilhoso que é ver tudo isto. Mas como é possível assimilar tudo? Tanta coisa nova, o que será que vai ficar de tudo isto que estamos a ver? Ainda bem que há fotografias para ajudarem a lembrar porque não vou querer esquecer este sítio. Apeteceu-me colar um post-it no cérebro, memória a reter. Água por todo o lado, de um lado mar, do outro pântanos. As casas construídas a partir do primeiro andar, para baixo apenas uma estrutura que as eleve para não serem fustigadas pela água. O Ivo viu um jacaré, eu estava com a Duna e perdi, na estrada uma cobra serpenteou por baixo do mamute. Tanta vida selvagem, um sítio tão diferente. As casas coloridas acompanham-nos até chegarmos a Nova Orleães.

 

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Washington imperial

Aproximavamo-nos de Washington, pelo caminho ficavam as terras com as sedes da NASA, NSA, exército, museu de guerra,… saímos da auto-estrada para entrar na cidade por estradas nacionais.

Perdemo-nos e acabamos por ter que dar a volta no meio e uma aldeia. Ao fazê-lo para um carro, e pergunta-nos se conhecemos a pessoa que mora naquela casa. Negamos. Pergunta-nos então o que estávamos ali a fazer, dizemos que estamos perdidos e estamos só a dar a volta. Fica a olhar para nós desconfiada e vai ter a outra casa, onde chama os vizinhos para irem ver quem nos éramos. Entretanto arrancamos e reparamos que toda a aldeia tem um programa em que todas as pessoas são vigilantes. Pela primeira vez não nos sentimos muito bem-vindos.

Washington, Fujifilm, Worldyouneedislove
Capitólio com os sapatos Namorarte 

Chegamos à cidade 3 horas depois do que inicialmente previsto pelo GPS: trânsito, trânsito e trânsito, desde Baltimore.
Por aqui queríamos ver apenas a casa branca, o capitólio e o museu smithsonian. Fora do centro da cidade vemos uma mistura de culturas. Recentemente nomeada a segunda cidade mais cool dos USA para viver, pela Forbes, foi ao chegar ao centro que nos sentimos  na capital do império. Um pouco como em Roma, aqui tudo é enorme, limpo e majestoso.

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Obelisco

Os monumentos são fáceis de reconhecer e visitar a cidade torna-se em algo muito agradável. O The mall, é um amplo parque nacional que alberga as voarias áreas, tem 3 kms por 2,  e os edifícios do governo e de homenagem estão todos à volta dele. Começamos pelo capitólio, e do outro lado o obelisco. Pelo meio fontes, jardim e estátuas. Seguimos para a casa branca tencionávamos dizer ao Trump “it might be America First, but please Portugal 2nd”, não o vimos. Fomos para o Lincoln memorial e passamos no monumento de homenagem aos veteranos da guerra do Vietname.

Seguiu-se a visita ao museu Smithsoniac e ficamos boquiabertos. O museu é mesmo incrível, merece a visita. Conta a história da aviação desde que começou até às viagens no espaço. Fomos separados, por causa da Duna não ficar no carro e não nos prolongamos muito, mas cada um de nós demorou mais de uma hora.

Nesta zona central de Washington sentimo-nos tranquilos, vimos polícia por todo o lado mas bastava andar um pouco  para ter contacto com outra realidade. Muitos sem abrigo. Pelo caminho víamos carros da polícia em zonas estratégicas.  Paramos para dormir num parque de campismo e no dia seguinte rumamos a Asheville na Carolina do Norte para uma conversa muito especial.

 

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A cidade

Aviso: este post é sobre mim e sobre a minha relação com a cidade, não pretende ser um post turístico, e o olhar do Ivo pela cidade está nas fotografias maravilhosas tiradas por ele.

I’am an Englishman in New York, ou para mim i’m a vianense in New York, I’am an alien. Nova Iorque, caramba, faz parte do imaginário de quase todos nós. Quantos filmes, quantas séries vimos filmadas aqui? Quantas músicas sobre a cidade que nunca dorme? Para muitos uma cidade de clichês. Mas eu não ia na expectativa de ver nada, não tinha nenhuma obrigação no meu roteiro.

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New York skyline

Voltemos ao tema da Vianense, sou de Viana do Castelo. Quem é de lá sabe bem o que isso significa, uma chieira enorme. É uma cidade pequena então quando conhecemos alguém que conhece alguém que é de Viana perguntamos logo: “quem?”, como se nos conhecêssemos todos. Pensamos um bocado e depois perguntamos: sabes se andou no Liceu ou em Monserrate? Isso define logo muita coisa.

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Brooklyn bridge

Ao chegar a Nova Iorque senti um individualismo enorme, as pessoas estão preocupadas com as suas vidas e os seus ritmos. Ninguém sabe quem nós somos, se estamos em passeio, a viver aqui, quanto mais tentar descobrir alguém que mora nesta cidade pela escola onde andou. Senti-me pequenina, senti que a minha importância neste mundo e no universo é mesmo do tamanho de uma partícula. Os nova iorquinos estão no seu mundo, mas, por outro lado, assim que os interpelamos eles vão parar, ouvir e ajudar, aí podiam ser de Viana. Nós paramos um fotógrafo do Daily News que seguia a um ritmo muito apressado e apesar de sentirmos a pressa na voz, não só respondeu à nossa pergunta como ainda nos deu conselhos.

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Calatrava project in New York

Chegamos no dia em que acabavam as festas da Agonia, e as minhas redes sociais já se tinham enchido de manifestações de orgulho #somostodromaria #vianaéamor #quemgostavemquemamafica #seriaumaagonianãoiraaromaria, senti-me longe de casa.  Então entrei em Nova Iorque a reclamar, não gosto de cidades grandes. A humidade e o calor que se faziam sentir só ajudaram a intensificar este mau humor.
Tentamos estacionar em New Jersey, difícil, perdemo-nos, mas lá conseguimos. Fomos à cidade e caminhamos: 9a avenida, Times Square, Broadway, Rockefeller center, Empire State lá ao longe.

No dia seguinte, voltamos e caminhamos: Chelsea. Brooklyn bridge, Brooklyn park, ferry boat perto da estátua da liberdade. E os nova iorquinos com os olhos postos no céu. Foi o eclipse do sol.

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Solar eclipse in Brooklyn

E ao quarto dia voltamos a caminhar, acompanhados dos noivos do nosso primeiro casamento: Central Park, city hall, museu de história natural …. Terminamos o casamento exaustos mas felizes e as saudades de Viana perderam-se na azáfama.

Ainda nos faltava visitar o 9/11 memorial. Como referi não pretendo escrever um roteiro sobre Nova Iorque. Mas do memórial tenho que vos falar. Michael Harad, arquitecto Israeli-estado-unidense foi o responsável pelo projeto. E é um sítio diferente, emblemático e que alcança um significado tão próprio para cada um. A arte inspira. É um cubo praticamente ao nível do solo, por isso vemos para dentro. A água cai para outro cubo mais pequeno onde não vemos o fundo e nos deixa a pensar no significado de tudo isto e de como o dia 11 de Setembro de 2001 mudou para sempre os que o viveram. Visitem, são na realidade 2 grandes cubos, um no lugar de cada torre.

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9/11 memorial

Voltamos ao nosso mamute, fomos ter com a Duna que acabou por não visitar Nova Iorque e ficou em New Jersey com a melhor pet sitter de sempre e uma história que já contamos.

Em New Jersey acabamos a nossa visita a jantar com vista sobre Nova Iorque. A relação entre Nova Jersey e Nova Iorque é um bocado como a de Gaia e o Porto. A realidade é que Gaia tem o melhor do Porto: a vista. Fomos ao Del Fresco’s Grill em Hoboken. New Jersey está diferente do que vimos em tempos nos filmes. Está cool, moderna,tranquila,… o Del Fresco’s tem um menu americano que nós adoramos, com vários tipos de bifes e acompanhamentos deliciosos. E para terminar um expresso e um bolo de limão de 6 camadas, exacto, impróprio para diabéticos.

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Dinning in the best place

E se a reliadade é que entrei em Nova Iorque a reclamar, no final estava disposta ao desafio de viver por aqui durante um ano, já que dizem “if you can make it here, you can make it anywhere”. Talvez fosse morar para New Jersey.

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New York at night

Todas as fotos com Fujifilm xt2

O estado de Nova Iorque

Preferimos viajar no nosso mamute por estradas nacionais. Pelo menos para já. Como puderam ver aqui mal passamos a fronteira para os Estados Unidos fizemos logo uma paragem na estação de serviço e continuamos pela nacional no estado de Nova Iorque.
Em pouco mais de 100km percebemos que Nova Iorque é muito mais do que uma cidade. O estado é incrivelmente bonito.

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American flag

Percorremos a estrada com lagos a fazerem-nos companhia de aldeia em aldeia. Víamos portos, uma igreja, uma livraria, um posto de abastecimento e um ou outro deli em cada povoação. E assim fomos seguindo lentamente para sul.

Passamos em Elizabethtown, onde se inspirou a realização do filme homônimo e perguntamos por um sítio para comer na aldeia seguinte: Westport. Queríamos ir até lá porque tínhamos lido que havia uma pequena festa e à falta da romaria da Agonia era o que se arranjava para matar saudades.

Westport

Em Westport recomendaram-nos um deli, o café tinha 3 mesas, estacionamos à porta e entramos para um lanche ajantarado. Aproveitamos para usar a internet da livraria em frente e prolongamo-nos a ver a vida de uma aldeia onde todos se conhecem.

Ouvimos comentar que naquela noite havia fogo de artifício. Não podíamos perder, às 21 horas fomos em direção à festa e estourava o último foguete, perdemos o espetáculo. Mesmo assim ainda podemos ver o típico de uma festa local nos USA: animais, carróceis e barracas de comida com pizza, cachorros, limonada e uma iguaria que nos arrependemos de não provar: oreos fritas.

Dormimos na carrinha à porta da biblioteca. A primeira noite fora de um parque de estacionamento. Acordamos, voltamos ao Deli para umas torradas e café e seguimos para a praia local. Soltamos a Duna que correu livre pela primeira vez em mais de 30 dias. A verdade é que embora o Canadá seja considerado um dos melhores países paa viver, ficamos com a sensação de que existem muitas regras e que muitas vezes mais valia colocar um cartaz a dizer: “no fun!” Não podemos soltar os cães, nadar nos lagos, correr em muitos dos parques,…

 

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New York State wonders

Ainda antes do almoço saímos para conhecer alguns dos muitos lugares mágicos deste estado. A primeira paragem foi palco dos jogos olímpicos de inverno de 1932 e de 1980. E no verão converte-se numa estância de férias com os hotéis que no inverno atendem os amantes de neve a mostrar o seu lado mais caloroso. Não faltam opções de sítios para ficar: Crown, Hilton, …

As estradas apontam nos para percurso de trail e prometem-nos vistas incríveis, acabamos por nos render a um no Blue Lake. E até a Duna saltou para a água. Que saudades do silêncio.

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Seguimos caminho até Indian lake, o sol já de ponha e queríamos estar à hora de jantar num local sossegado. Fomos a um dinner talvez o único do local, com o nome Indian Lake Tavern. O ambiente era incrível, o menu tinha mesmo aquilo de que vínhamos à procura: chili, Mac and cheese e puré. Ao entrar no restaurante sentimo-nos a entrar num filme, todos se conheciam, cantavam as musicas que passavam, jogavam bilhar,….

Voltamos a dormir em frente a uma biblioteca e partimos de manhã descendo as Caterskills.
Mas choveu, choveu, choveu! Passamos pelo percurso que queríamos fazer a pé e a chuva não deixou. Até em Woodstock passamos. Mas fomos seguindo para o nosso próximo ponto: cada vez mais perto de Nova Iorque.

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Mamute

Chegamos às margens do rio Hudson já muito perto de Nova Iorque. Conforme nos aproximávamos o trânsito intensificava-se e a chuva não dava tréguas.

Seguimos para mais perto dos stonecrop gardens, local onde iríamos logo pela manhã. No percurso sentimos a Duna muito agitada, olhamos e vimos uma mãe veado com a sua cria. Tiramos umas fotografias eles pareciam habituados a ser famosos. Longe já ia o sossego das Caterskills e dos lagos do estado.

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Na manhã seguinte visitamos os jardins de stonecrop, sítio repleto de árvores, plantas, flores, e animais. E fomos avançando para Nova Iorque!

todas as fotos com Fujifilm X T-2