Jorge, o romântico

Hoje vamos voltar atrás no tempo. Quando estivemos no México conhecemos o Jorge, ele mora em Hómun e levou-nos a conhecer muitos cenotes. Já aqui falamos sobre eles, por isso hoje, vimos falar sobre o Jorge. Não podíamos acabar estes 5 meses pelo continente americano sem vos falar dele.

O Jorge descobriu por ele mesmo muitos cenotes, é uma pessoa com uma incrível história de vida e com um conhecimento da vida que nos fez ver o quanto está viagem é valiosa.

Crescido em Homun, de manhã ajudava os pais na agricultura, com o seu irmão mais novo. Os pais eram o que hoje diríamos bons líderes, porque os colocavam a fazer as coisas com um sorriso no rosto e lhes ensinavam o quanto apreender de agricultura era valioso. À tarde iam felizes apreender a ler. Jorge, 43 anos, diz-nos que naquela altura o que uma criança podia sonhar era a ler e escrever. Mas a vida não foi fácil, em 1985 houve um furacão que destruiu tudo é Jorge foi para a cidade. Lá trabalhou e estudou muito. Voltou à terra, diferente, com outros sonhos. Agora sonha ir a Nova Iorque, parar-se na 5a avenida e olhar para o céu. Mas a sua simplicidade e a sua gratidão mantém-se. Diz que todo o conhecimento que foi adquirindo só serve se o poder devolver ao mundo. E cá está ele, a contar-nos histórias de outros tempos, a ensinar-nos palavras em Maya.

Jorge comprou uma máquina fotográfica e andava a fotografar igrejas em Yucatán, queria compilar todas. Conheceu um casal alemão e durante um ano e meio viajou com eles e com máquinas profissionais fizeram as fotos. Compilaram tudo num livro e os alemães levaram o Jorge à Europa. Ele viu e assimilou tudo. Da forma como nos contava era como se tivesse sido ontem. Falou de Colónia e do sabor das salsichas com chimichurri. De Roma e de como queria ver tanta coisa lá que acabou por não gozar tanto a cidade. De Barcelona e de como preferiu ver o jogo pela televisão com os amigos do que ir ao estádio. Contou-nos de como foi entrar no El corte Ingles, e na loja Saturno e ver todos os gadgets. Ofereceram-lhe um computador e pode finalmente passar todas as suas memórias do diário para o pc.
O Jorge está a escrever um livro sobre o “mosito” e o “huesitos”. Ele e o irmão nos tempos de mudança do Yucatán, quando se perdeu a agricultura. Jorge diz que a vida lhe sorriu mas que sabe que sempre vem com dificuldades. E é melhor várias dificuldades pequenas do que uma grande no final à qual não consegues sobreviver. Dedica-se ao turismo. Solteiro, teve um amor toda a sua vida é contou-nos o que é para ele o amor, Vejam:

 

 

 

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