Balanço #4 e #5

Ou alguns percalços, a mais de 3.000km, antes de chegar a Washigton tivemos que mudar o alternador.

Não sabemos se foi por culpa disso mas compramos um carregador de isqueiro que tem duas entradas USB e duas tomadas, íamos com tudo a carregar: bateria da câmara, telemóvel , powerbang e computador. De repente, deixou de dar, achamos que tinha sido o nosso super carregador. Ok, comprávamos outro. Mas passado pouco tempo apareceu no painel a luz de “check engine”. Raios-parta-esta-merda! Como estávamos na nacional foi fácil parar e perguntamos a um miúdo, com pouco mais de 16 anos, onde havia um mecânico perto. Ele super prestavel disse onde era e até ligou para o pai dele a saber se ainda estaria aberto. Acabou por nos levar até lá. O mecânico viu logo que era o alternador. Fomos à vila mais próxima comprar um, a carrinha ia andando sem problemas, dormimos por lá e no dia seguinte voltamos ao mecânico. Ele mudou o alternador, verificou todos os líquidos, tranquilizou-nos, dizendo que o barulho do motor estava ótimo.
Perfeito, seguimos viagem.

Fomos andando para Sul, tínhamos como missão ir a Ashville na Carolina do Norte, e depois seguir para Nova Orleães. Pouco depois de passarmos Washigton, ainda não tínhamos chegado aos 4.000 km, sentimos que o mamute começava a tremer muito nas mudanças mais baixas. Como estávamos a fazer muitas subidas, aquilo estava a assustar-nos.

Era sábado, paramos num local com vários reboques, e um senhor veio amavelmente ter connosco. Dissemos-lhe o que nos preocupava e ele rapidamente viu o que era a “U-joint”, uma peça que ajuda a levar as mudanças para a parte de trás. Disse que podíamos ir até à vila mais próxima mas que devíamos mudar lá. Não nos cobrou nada pelo diagnóstico. Chegamos e compramos a peça, fomos a um mecânico que nos indicaram na loja que mudou a peça no próprio dia. Mas gostamos da vila, era pequena, com vários restaurantes locais e apeteceu-nos pernoitar por ali.
No dia seguinte, demoramos a sair, era domingo. Fomos almoçar umas almôndegas maravilhosas e ver a vida da vila. Saímos, e devemos ter feito 10km, o mamute começou a tremer todo, paramos imediatamente. Vimos que não ia dar para continuar e que tinha sido um trabalho mal feito pelo mecânico. Era exatamente o mesmo problema, mas agora ainda estava pior, porque nem nos deixava seguir viagem, o cano estava todo no chão.
Reboque, era a solução. Olho para o telemóvel: sem redes disponiveis. Raios-parta-esta-merda #2! Civilização pouca, fomos a um parque de trailers, conseguimos falar com um senhor que nos tentou ajudar mas ao Domingo: tudo fechado. A mulher veio chamá-lo porque estávamos a interromper o almoço deles. Só nos restava ir a pé: 10 km até à vila. Tentamos que alguém parasse, ninguém.

Começamos a caminhar, encontramos um centro de saúde e fomos pedir para nos chamarem um táxi: domingo, não há táxis disse-nos a recepcionista. Há um senhor que se apercebe que precisávamos de boleia e leva-nos até à vila. Fomos à loja onde tínhamos comprado a peça, tentam falar com o mecânico. Ele diz que não está na cidade. Chamam-nos um reboque que primeiro nos veem buscar e depois vai connosco até ao mamute. Passamos a noite de domingo à porta do mecânico. De manhã, resolve-nos o problema. Diz que a peça que tínhamos comprado veio com defeito. Promete-nos que não volta a passar. Seguimos viagem, esquecemos Ashville, queremos chegar a Nova Orleães. Avançamos para a auto-estrada e vemos passar: Norte Carolina, Alabama, Mississipi, … em cada estado saímos pelo menos uma vez da auto-estrada para ver algo que faça valer a pena os quilómetros.

Chegamos aos 5.000 e esperamos que o mamute continue a mostrar a sua valentia.

 

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